Enfim chegamos ao último dia em Oriximiná. A sexta-feira nos trás os Wai-Wai para ser atendidos. Eles vêm de muito longe. É uma etnia que mora para adiante da Cachoeira Porteira.... Agora a onde é a Cachoeira Porteira já não posso explicar. O que posso dizer é que ela fica muito, mas muito longe, tanto que eles viajaram quase três dias de barco para chegarem até Oriximiná.
Márcio tirou bastante fotos, estava impressionado com os índios, disse ele que na Bahia os índios são muito diferentes.
Eu como já moro onde moro não me impressiono mais, claro tenho curiosidade e arrisquei o mesmo cumprimento que é dado aos índios em São Félix, sem êxito claro, eles não entenderam nada. Eu no auge de minha sabedoria indígena ainda pergunto “qual é o seu tronco lingüístico”, mais uma vez a resposta não foi a que eu esperava, mas tudo bem, sempre vale as risadas e a proximidade que isso acaba trazendo.
O dia em Oriximiná estava terminando, e ficamos pensando se essa cidade seria um dia visitada por nós novamente. O Bruno falou que ela ficaria na história, mas que deixaria de existir. Eu não sei se ela deixa de existir, ressaltei a ele que o dia que Oriximiná aparecer na TV ele vai correr chamar os filhos dele e dizer que já teve em terras tão distantes - de novo isso me lembra Camões - . Eu já não sei direi isso para meus filhos.... Se é que um dia terei.
Gostei de Oriximiná, cidade movimentada, com um cais a toda... Muito movimento mesmo. Gente de todos os lados, cidade limpa e organizada. Ressalto que não gostei muito da estatua de Santo Antonio, ele tinha dois cotovelos, ou dois pulsos não sei direito, enfim ele tinha mais articulações que o normal em um dos braços.
Não gostei dos atendimentos nos locais que fomos comer algo a noite também. Meia noite tudo fecha e lá íamos nós embora.
Mas enfim, quem sabe um dia eu retorne a Oriximiná, a terras distantes.... A terra de nome estranho, e se eu não voltar ela fica, fica na minha história, na minha história de vida.
Tchau!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário